Fragmento de «O lobo guerrilheiro»

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E lágrimas de tristeza ao falar do saque, do incêncio, da violação, da ruína de todas as nossas aldeias, igrejas, arquivos e monumentos, entre os quais o Mosteiro de Santa María das Júnias, pequena, rara e comovente jóia da nossa arquitectura religiosa encastoada no silêncio de um cale da serra da Mourela, às espaldas de Pitões, a que andan ligados os nomes do lendário abade santo Fr. Gonçalo Coelho e do não menos lendário abade pecador Dr. Lourenço de Vera. A história de Santa Maria das Júnias acompanha a par e passo a história de Portugal, a cujo nascimento assistiu. Desde 1147 até a extinção das ordens religiosas pertenceu ao impoente mosteiro de Osea, o ‘Escurial da Galiza’, na provincia de Ourense. O historiador Fr. Tomás de Perata conta-nos que um dos cargos mais cobiçados pelos bernardos de Osera vinha a ser o de abade de Pitões. Isto dá-nos um ideia do prestígio, largueza de bens e prosperidade económica desta abadia barrosã»

Bibliografía:

Cruz, Bento da (2014): O lobo guerrilheiro. Lisboa: Âncora Editora.

Página:

104-105

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